Esse livro é uma provocação à imaginação:
Um sapato abandonado no meio-fio. Durante a noite, serve de casa para um ratinho, mas durante o dia... os passantes levantam hipóteses sobre o que poderia ser aquele sapato esquerdo abandonado, sem dono, sem motivo.
Cada pessoa faz uma leitura daquele objeto: algumas buscam utilidade para ele, outras imaginam possibilidades concretas, outras fantásticas.
Um homem que só tem a perna direita chega à conclusão que sempre nos falta algo – que azar, logo o sapato esquerdo estava ali perdido?
As ilustrações flutuam entre o fantástico, o onírico e a realidade. As vezes parecem mais esboços, quase inacabadas – nas páginas da esquerda. E as vezes mais finalizadas – nas páginas da direita. Talvez seja esboços do jornaleiro que assiste a tudo de “camarote”? Será que a imaginação acaba ganhando vida nessas imagens?
O final da obra oferece uma resposta simples: no fim, aquele sapato era apenas um sapato mesmo, que uma senhora ofereceu para um ratinho morar na rua. Ainda bem que ainda havia sobrado a pé direito.




















